
Símbolo sexual na década de 1960 e 1970, tornou-se além de uma beleza ícone no cinema, uma ativista dos direitos dos animais, após se retirar do mundo do entretenimento. Brigitte Bardot nasceu em 1934 e desde a infância foi incentivada às artes da dança e da música. Em 1947, ingressou no Conservatório de dança e música de Paris.
Com o apoio da mãe, Bardot começou a trabalhar com moda, em 1949, aos 15 anos. Em 1950 foi capa da revista Elle francesa, trabalho que chamou atenção do cineasta Roger Vadim. Ele chamou Bardot para um teste para o filme “Les Lauriers sont coupés”. Bardot foi escolhida para o filme, que acabou não sendo rodado, mas despertou nela o desejo de ser atriz.

A primeira aparição da atriz no cinema foi em “Le Trou Normand” (1952) e, no mesmo ano, após dois anos de namoro, a atriz se casou com Roger Vadim, o mesmo que a descobriu. Posteriormente, no filme “Manina, la fille sans voile”, com suas cenas de biquini, fez com que o pai dela entrasse na justiça para impedir que as cenas fossem transmitidas, mas sem sucesso.
Entre 1952 a 1957 Brigitte Bardot fez dezessete filmes, sendo alguns em inglês como “Helena de Tróia” que chamou a atenção da mídia, presente no Festival de Cannes, de 1953. Com o aumento da fama, seu marido achava que essa exposição a subestimava, achando que ela deveria fazer mais filmes de artes. Por isso, chamou-a para estrelar o seu filme “E Deus criou a mulher” (1956).

Este filme, fez sucesso com a história de uma jovem amoral e causou grande escândalo mundial, transformand0-a num sex symbol com suas cenas de nudez. A atriz se divorciou de Vadim, e, dois anos depois casou-se e teve seu único filho. Estrelou também “Babette vai à guerra” (1959). Filmou com Louis Malle e Marcello Mastroniani “Vida Privada” (1962).

Pouco depois desse filme, abandonou a vida agitada das grandes cidades européias, para uma semi-reclusão em uma mansão em Saint Tropez, no sudeste da França. A atriz contribuiu na popularização da região de Saint Tropez no high society. Além de ter influenciado a moda praia de sua época, devido os filmes em que desfilava com a peça.
Transformou-se em ícone sexual principalmente pelos filmes, “O Desprezo” (1963), asssim como “Viva Maria!”, estrelado por Bardot, Alain Delon, entre outros filmes estrelados por ela. Em 1973 ela anunciou o encerramento da carreira e usou a fama para defender uma causa social: o direito dos animais. Criou a Fundação Brigitte Bardot que foi declarada de utilidade pública pelo governo francês, em 1992.
Outras contribuições de Bardot para a sociedade foi popularizar também a cidade de Búzios, no Rio de Janeiro, quando no começo dos anos 1960 ela ficou hospedada na cidade na companhia de um namorado.
Não é só de um rosto bonito e de um mito em torno da atriz que a faz ser um ícone até hoje, mas seu trabalho social e político em prol dos animais.
Fotos | Pulp International, Dont’s believe the hype, Folha Online, echinacities
Comentários
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