Ícones de Moda no cinema (XII): Catherine Deneuve

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São poucas as atrizes que, com o passar dos anos continuam belas. Um dos exemplos é a atriz Catherine Deneuve. Nascida em 1943, a atriz francesa é considerada até hoje um modelo de elegância e beleza, além das mais respeitadas atrizes do cinema francês e mundial.


Filha de ator, estreiou no cinema cedo, aos 13 anos, em filmes do diretor Roger Vadim (que lançou ao estrelado Brigitte Bardot e Jane Fonda).  No filme “Os Guarda-chuvas do amor” (1964), de Jacques Demy, Deneuve chegou ao estrelado.

Nos anos 1960, a atriz tornou-se  símbolo sexual frio e inacessível através de filmes que exploraram essa imagem como, “Repulsa ao Sexo” (1965), de Roman Polaski; e  “A Bela da Tarde” (1967), de Luis Buñel.

Foi neste último filme que começou a amizade de Deneuve com Yves Saint Laurent, que é uma versão semelhante do que houve com Givenchy e Audrey Hepburn. O estilista francês, a partir do filme “A Bela da Tarde” passou a contribuir de forma mais frequente em figurinos para o cinema, não só em filmes estrelados por Deneuve.

“A Bela da Tarde” é um dos filmes mais nelsonrodriguianos do que muitos filmes do dramaturgo carioca produzidos no Brasil. O diretor do filme francês explorou o lado polêmico com um enredo de traições e de fantasias sexuais da personagem de Deneuve no longa.

Durante os anos 1960 e 1970, Catherine Deneuve estrelou filmes de sucesso, como “Mayerling” (1968), “A Sereia do Mississipi” (1969), “Tristana” (1970) e “Pele de Asno” (1970), este último filme baseado em história infantil.

Os filmes estrelados pela atriz a transformaram em grande atriz e em símbolo de beleza, fazendo-a musa da alta costura (com o então amigo Yves Saint Laurent) e estrela de marcas como Chanel, que lançou um perfume com o seu nome, sucesso de venda durante duas décadas.

Na década de 1980 a atriz continuou estrelando filmes de sucesso como “O último metrô” (1980) e “Fome de Viver” (1983), estrelado também por Susan Surandon e David Bowie. Neste filme, Deneuve era uma vampira gótica e bissexual, transformando-a em ícone de lésbicas, gays e góticos.


Na década de 1990, a atriz recebeu a indicação ao Oscar de melhor atriz pelo filme “Indochina” (1992), que ganharia o prêmio como “melhor filme estrangeiro” na premiação.

Os últimos filmes estrelados por ela, “Dançando no escuro” (2000), de Lars Von Trier e “8 Mulheres” (2002), de François Ozon, assim como outros filmes nos anos seguintes. Neste último filme, a atriz aparece loira, a la Marilyn Monroe. Catherine Deneuve é exemplo de que maturidade e talento nunca fazem mal a ninguém!

Fotos | Belas divas do cinema, Guerra de Pipoca, Travessa Literária, Diário de um cinéfilo, Vintage Adbrowser, Tout Le Cine

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