
Tudo começou por volta do século XIX, quando Lévi-Strauss e Jacob Davis, criaram calças de preço barato e resistentes para os trabalhadores das minas do oeste americano.
Feitas de lona marrom; anteriormente utilizadas para coberturas de caminhões; as primeiras “calças jeans” não eram nada confortáveis. Em 1890 Levi adotou o então inédito tecido chamado brim – feito com fibras de algodão. Á fim de reforçar as costuras Jacob aplicou os ribites na peça – surgia então o modelo 501 da Levis , que se tornou a primeira calça jeans do mundo.

O tecido que vinha da cidade de Nimes (por isso o termo denim), recebia um tratamento á base de um corante azul-escuro chamado índigo . Essas calças eram usadas especialmente pelos marinheiros da cidade de Gênova, na Itália e como os franceses chamavam a cidade de Gênes, o tecido passou a se chamar jeans .

Nas décadas de 70 e 80 o sucesso da peça alcançou o êxtase e passou a ser um referencial de liberdade. Já nas décadas de 90 e anos 2000, não ter uma peça jeans no guarda-roupa, pode significar desconexão com o mundo.

Hoje em dia – objeto de desejo – o jeans vem ganhando novos processos de industrialização, lavagens e modelagens mais elaboradas e passou a ser sinônimo de status.
Nos desfiles das coleções do verão 2010 europeu, vários designers focaram o brim como matéria-prima, e não só na cor índigo, mas nas cores preto e oliva também. Além disso, foram usados diversos tipos de lavagens industriais: delavê, destroyed, stonewashed, efeitos marmorizados, etc.

A destroyed foi muito utilizada na coleção da D&G e já é um dos hits do verão. Nesse processo é empregada uma quantidade maior de enzimas que chegam a corroer a fibra, deixando a peça com aspecto de surrada. Áreas nas quais o atrito é maior, como a barra e o cós, ficam puídas.

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