
O custo inacreditável de um modelo de alta-costura francesa guarda alguns itens que, olhados separadamente, de certa forma justificam os valores. Em primeiro lugar, todas as roupas, quer sejam trajes de passeio ou festa, devem ser costuradas à mão.
Não se permite que máquinas sejam usadas. Para que a costura fique perfeita, existem escolas especializadas, que ensinam a trabalhar com agulha e linha como se fossem…máquinas.
Outra regra é que só se pode produzir um modelo de cada criação – para que a exclusividade seja total. Como a clientela é pouca para tanta exigência, nada é mais natural do que o fato comprovado de a alta costura sobreviver com a venda de perfumes, cosméticos e acessórios, que toda grande grife tem.

Um dos setores pouco conhecidos da montagem das coleções é o que se refere aos ornamentos que vão diferenciar os modelos. Cada Maison usa uma série de profissionais que bordam, pintam, montam flores e outros detalhes.
A Casa Chanel tem uma subsidiária, Paraffection, que controla esses artistas e artesãos. Os bordados são criados por Lesage, marca antiga e famosa, que também trabalha para outras grifes, os sapatos por Massaro, os adereços por Desrues, as plumas e penas por Lemarié, os chapéus pela Maison Michel, os metais por Goossens e as flores por Guillet, fornecedores exclusivos para as grandes marcas de moda.
O presidente da Paraffection previne que a empresa não é um mecenato – é um departamento que tem importante base administrativa e cuida dos detalhes excepcionais que valorizam a etiqueta Chanel. Graças ao conhecimento desses profissionais do luxo, símbolos do precioso “made in France”, é possível às grandes etiquetas proporem produtos únicos, cuja qualidade excepcional justifica os preços faraônicos que são cobrados.
Um vestido de alta-costura, que necessita de várias horas de trabalho, chega facilmente a vários milhares de euros.
Fonte e fotos | Estado de Minas, 29/1/12
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