Da passarela para a igreja

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Até pouco tempo, o mês de maio era considerado o mês das noivas e as datas nas igrejas no Brasil eram as mais disputadas. A história conta que essa é um tradição herdada dos costumes europeus. Os anos se passaram e até dados de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comprovam que setembro tornou-se o mês mais desejado pelas brasileiras para seu casamento.

Época da primavera, estação que traz o romantismo à tona. Maio ficou démodé. Assim, para aquelas que escolheram setembro como a data especial e ainda têm dúvidas sobre o modelito que vão seguir até o altar, vale conferir os modelos incríveis desfilados durante a semana de moda de alta-costura de Paris.


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São noivas espetaculares que exibiram na passarela vestidos que são quase obras de arte. Criados a partir de metros e mais metros de tecidos, riquíssimos bordados, acessórios de cabelos deslumbrantes e algumas propostas ousadas e modernas. Há ideias para todos os estilos.

Um dos mais bonitos foi o modelo Chanel criado pelo Kaiser Karl Lagerfeld e desfilado pela top Lindsey Wixson. Um vestido com bastante volume, com saia de tule por baixo de um casaco de plumas que trazia fechos românticos, em formato de camélias, símbolo da maison. As flores também apareceram em enfeites nos cabelos.

Não ficou atrás o vestido do estilista libanês Elie Saab. Grife conhecida pelo luxo dos vestidos bordados nos tapetes vermelhos, ele abriu mão do clássico branco e criou uma noiva dourada. O luxuoso vestido, que cairia muito bem numa noiva de sangue azul, tinha bordados preciosos, com mangas de renda e véu imenso, também bordado.

Já a noiva de Jean Paul Gaultier mostrou toda a irreverência do costureiro. Para sua couture, o estilista buscou inspiração no músico britânico Pete Doherty, além de focar na androginia. Por isso, a noiva apresentou na passarela uma versão de fraque, com direito a cartola estilizada.

Stéphane Rolland convidou a atriz chinesa Fan Bing Bing para ser a noiva do seu desfile. Bem teatral, ela fez uma entrada triunfal com modelo dramático de mangas compridas, com franjas de couro e capa longa. De tirar a fôlego.

Já a estreante Ulyana Sergeenko propôs uma noiva com pelerine e capuz, de inspiração russa, país de origem da estilista. Para contrastar com o tecido invernal pesado, um decote generoso. E Christophe Josse fez uma alusão às deusas gregas: top sem mangas todo bordado e transparente combinado com saia de seda volumosa com acabamento emplumas.

Fonte e fotos | Estado de Minas, 15/7/12

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