
Criatividade e ousadia sempre andaram lado a lado com a moda. Por muitos anos, o que estava em alta e era tendência nascia dos ateliês e maisons. A grande reviravolta ocorreu nos anos 1960 com os jovens hippies, paz e amor,e o movimento punk ditando o que uma geração estava disposta a vestir. Desde então, a rua inverteu os papéis e se tornou a ditadora de moda.É a mais forte fonte de inspiração para os estilistas desenvolverem suas coleções.
Se não determinam o rumo, são o ponto de partida para o que vai estar nas passarelas, araras e rua. Por isso, numa semana de moda como a de Nova York, que terminou há pouco dias, as pessoas comuns e os fashionistas de carteirinha muitas vezes fazem mais sucesso do que grifes do calendário oficial.
São figuras que roubam a cena e têm todos os flashes apontados em sua direção. Estilo que só aparece em Nova York, bem diferente da galera de Milão, Paris e Londres.

Há aqueles que exageram, os que erram feio e os que esbanjam criatividade e que, certamente, vão se tornar objetos de pesquisa para os designers e captadores de birôs de tendências que vivem espalhados e antenados pelos eventos mais concorridos do mundo.
Aliás, existe uma trupe de competentes olheiros com a missão de descobrir qual o desejo das ruas, que vai se transformar em desejo de consumo futuramente. No Lincoln Center,em Nova York, um complexo de edifícios onde funciona a sede de 12 companhias artísticas, entre elas o Metropolitan Opera, com área de 61 mil metros quadrados, os estilosos deram o ar da graça. Alguns são figurinhas carimbadas, conhecidos do meio e passam dias se preparando para seus 15 minutos de celebridade.
Fonte e fotos | Jornal Estado de Minas, 2 de outubro de 2011.
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