Uma pesquisadora descobriu que, em 1800, mulheres que usavam calças compridas eram consideradas criminosas, e que mesmo apesar de anos e de maior liberdade para o sexo feminino, a lei que regulava isso ainda está em vigor em Paris.
A historiador Christine Bard, autora do livro “Une histoire politique du pantalon” (Uma história política das calças, em tradução livre) que analisa lutas das mulheres para usar o tipo de roupa que era considerado apenas masculino, descobriu fatos interessantes sobre o assunto.
“As calças não eram apenas o símbolo do poder masculino, mas da separação dos sexos, e uma mulher que vestia calças era acusada de se travestir. Era considerada uma ameaça à ordem natural, social, moral, à ordem pública estabelecida”, disse Bard, em entrevista à AFP.
De acordo com ela, mulheres só podiam vestir calças com autorização. Durante a Segunda Guerra mundial as mulheres conseguiram iniciar um processo de uso de calças com mais facilidade, mas não por consciência mundial, mas sim por praticidade.
O mais importante é a liberdade que temos hoje de poder escolher entre usar ou não a vestimenta.

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