
Moda como forma de comunicação. É esse o tema do livro escrito pela professora Caroline Weber. A obra mostra Maria Antonieta, a rainha da França no século XVIII, utilizando-se da moda quando queria dar um recado à corte.
Desde que foi obrigada a casar-se com o Delfim Luís XVI, aos 14 anos, ela teve consciência do poder e significado da moda. Diante da corte rígida e cheia de costumes, Maria Antonieta chocou e fez sucessoras com seu estilo próprio e fora dos padrões da época.

O livro é uma viagem ao tempo e aos costumes da corte francesa do século XVIII. Conta, por exemplo, as histórias por trás do famoso penteado “pouf”, o abandono dos espatilhos, o choque ao usar roupas para montaria e as simples vestimentas bucólicas do campo, quando resolveu abandonar Versailles para cuidar dos filhos.
Diariamente, a rainha recebia a visita da modista Rose Bertin, conhecida como “ministra da Moda”. Desses encontros saíram roupas e acessórios que fariam os carnavalescos do Brasil se roerem de inveja, e que inspiram os estilistas até os dias de hoje. Por exemplo, John Galliano criou, em 2000, uma coleção inteira de alta-costura para a Christian Dior inspirado em Maria Antonieta
O livro revela como a moda foi forte da vida de Maria Antonieta e como seu pomposo guarda-roupa foi um dos motivos para a Revolução Francesa e, consequentemente, sua morte.
Uma leitura imperdível: Maria Antonieta – Rainha da Moda, Caroline Weber, editora Zahar.
Fonte e fotos | divirta; alfinetesdemorango
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